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quarta, 30 de setembro de 2009
2º dia de encontro: Fátima, Santa Rita do Tocantins e Crixás do Tocantins
Douradinho acompanha autor em Crixas do Tocantins
Hoje visitamos três pequenas cidades que queimam ao longo da BR: Fátima, Santa Rita do Tocantins e Crixás do Tocantins. De tão parecidas, poderia até chamá-las de irmãs trigêmeas. As mesmas casas de muros baixos, ruas de terra vermelha, cercadas pelos canteiros de grama queimada. Dejá vue, a mesma bicicleta parada sob três janelas diferentes...
Em Santa Rita conheci a nova biblioteca, inaugurada este ano mesmo, perto da prefeitura. A diretora Maria Imaculada, da escola Municipal Anália Soares e a Secretária de Educação Carla Aparecida Moreira me contaram que, sendo o município de baixo IDH, existe preocupação redobrada em equipar as novas gerações com educação melhorada.
Espero que o resultado do investimento venha logo. Pelo menos quanto à consciência ecológica a região carece crescer, nem que seja para diminuir os focos de incêndio nas estradas, que contribuem para o Tocantins ser um dos campeões de queimadas no Brasil.
No encontro em Crixás do Tocantins, muita participação dos alunos, que denunciaram o envenenamento no rio Crixás. Segundo eles, não param de aparecer peixes mortos desde semana passada.
No caminho para Gurupi confirmo as denuncias das crianças: muitos focos de incêndios na rodovia e mais ainda além. Estamos na época das queimadas no Cerrado... É o mesmo que benzer pólvora com fagulha. Não dá certo.
Estamos agora em Gurupi, mas ainda não encontramos um tamanduá pelo caminho.
Por Thiago Cascabulho -
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