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No ano de 2001, Thiago Cascabulho escreveu a obra “Amiga Lata, Amigo Rio”, que conta a história de um peixe cascudo que vivia na foz de um rio muito poluído. Ele recebe o apelido de Douradinho depois que uma lata dourada fica presa em sua nadadeira e passa a ser a sua única companheira. Os dois vivem uma jornada de auto-conhecimento pelo rio poluído em busca da nascente, nadando contra a corrente, e no caminho aprendem sobre a relação entre o homem e a natureza.

Lançado de forma amadora em 2002, a obra teve grande aceitação em escolas de cidades do Vale do Paraíba (RJ), por unir os discursos literário e ambiental. No ano seguinte o livro foi adaptado para o teatro, pela companhia Reco-Reco de contadores de histórias, realizando apresentações nos teatros Sescs de Barra Mansa, São Gonçalo e Niterói, além de uma turnê por escolas públicas de Niterói.

A demanda pelo livro “Amiga Lata, Amigo Rio” cresceu e a obra foi adotada em muitas escolas de Niterói, Rio de Janeiro e outras cidades do RJ, como Campos, Três Rios, Barra Mansa, Volta Redonda e Resende. Estas adoções do livro levaram o autor Thiago Cascabulho a participar de muitas feiras literárias e encontros com os alunos, fato que o incentivou a criar palestras e contações de história sobre o livro.

Em 2005 Thiago Cascabulho agrega ao livro um cartão postal em branco, espaço para que os leitores possam escrever e desenhar sobre o livro e sua relação com os rios. Nasce assim o esboço para o que viria a ser o Projeto Douradinho. Esta primeira coleção de impressões feita por leitores foi exposta na Festa Literária Internacional de Paraty, ainda em 2005.

Com a crescente procura pelo livro, e já com a primeira edição esgotada, Cascabulho resolve aprimorar o recém criado Projeto Douradinho através da Caraminholas Produções.

Assim, em 2007, o Projeto Douradinho foi aprovado pela Lei Federal de incentivo à cultura e patrocinado pela então TERNA em 2008, para uma turnê de contação de histórias por cidades do interior de TO, MA, DF, GO e BA, onde foram distribuídos 10 mil livros gratuitamente, em uma edição reformulada e ilustrada por Gilberto Cortes.

Nos anos de 2009 e 2011 o projeto Douradinho ganha uma segunda e uma terceira edição, patrocinadas pela TSN e Nova Trans (em 2009) e pela TAESA (2011). Nas duas edições, a iniciativa passou por cidades de PE, PB, RN, SP e voltando à TO e BA, totalizando 55 mil livros distribuídos gratuitamente e 168 sessões de contação de histórias nas três edições do projeto.

O sucesso do Projeto Douradinho se explica em grande parte pela obra “Amiga Lata, Amigo Rio” não ser um paradidático duro, mas um produto literário que aborda questões importantes como a poluição e a cidadania com ternura, respeitando a imaginação das crianças e convidando-as à aventura da leitura.

Soma-se a isso o fato da obra literária falar de um rio hipotético, que cabe à descrição de todos os rios brasileiros, castigados por poluição e maltrato das matas ciliares, gerando identificação imediata no leitor, que transporta a literatura para a situação dos rios e córregos de seu município.

A presença do autor Thiago Cascabulho em escolas públicas de municípios afastados dos grandes centros, de forma capilar, para contação de histórias se mostrou um catalisador importante para a resposta positiva às ações do projeto, que pode ser conferida nas centenas de cartões postais produzidos pelos leitores e remetidos à equipe.

O livre acesso aos produtos produzidos é o pilar do Projeto Douradinho, que se estende a esta página da web, onde leitores de todo país podem ter acesso ao livro, ao projeto pedagógico e ao áudio livro, além de fotos, um blog sobre as viagens da equipe e três documentários em vídeo com muitos relatos colhidos nas escolas, de artistas, professores e instituições que cruzaram o caminho da equipe.

As ações do Projeto Douradinho em suas três edições geraram desdobramentos que merecem menção. Além dos projetos realizados em sala de aula por professores – com exercícios de reescrita, visita à margem de rios para coletar dados, exercícios de produção artística e teatral – destaca-se a valiosa parceria da Caraminholas com o Coletivo Teatral Sala Preta, de Barra Mansa RJ.

No ano de 2009 este coletivo de atores criou o espetáculo “Cascudo Douradinho em: Amiga Lata, Amigo Rio”, adaptação em forma de musical da obra de Thiago Cascabulho, e desde então fez diversas apresentações em teatros de municípios do RJ, como em Barra Mansa, Resende, Volta Redonda, e também em cidades dominadas pelas Farc do Equador e Colômbia, através do projeto Revuelta a La Mitad Del Mundo, levando consigo literatura, cidadania e respeito ao meio ambiente para comunidades muito carentes.

Cabe dizer também que uma quarta edição do Projeto Douradinho já foi aprovada pelo Ministério da Cultura, para distribuir desta vez 21 mil livros e realizar 62 encontros para contação de histórias em outras cidades de sete estados brasileiros. Esta etapa do projeto deve ser iniciada ainda em 2011.